Lembro-me de ter visto na TV, uma entrevista com os nossos atletas que eram medalha de prata olímpica na corrida de revezamento: Claudinei Quirino, André Domingos, Edson Luciano e Vicente Lenilson. Atletas de primeiríssimo nível, que estavam se preparando para a Olimpíada da Grécia em 2004.
Lá em Presidente Prudente, onde treinavam, um ladrão pulou o muro do quintal para roubar umas roupas que estavam no varal. Foi surpreendido e os nossos atletas saíram correndo atrás do bandido. O cara, apavorado, pulou o muro e correu pela rua, com os nossos atletas atrás. E o bandido escapou!!! Quando o repórter perguntou a um dos atletas como o cara escapou, ele disse:
- Pô, o cara era muito rápido!
É mole? O ladrão correu mais que os medalhas de prata… Pudera… ele tinha o essencial: motivação! Olhou pra trás, viu aqueles negões fortões e saiu correndo como nunca. Se estivesse na Olimpíada, teria levado a medalha de ouro!
- Pô, o cara era muito rápido!
Motivação. Bote a polícia atrás do cara pra ver se ele não corre. Adicione adrenalina, uma pitada de medo… E você terá milagres. Raríssimas pessoas conseguem resultados fora da média num ambiente de segurança e tranqüilidade. É na fronteira do perigo que está a motivação para superar suas limitações. Foi isso que fez o ladrão ganhar a corrida. Na vida da gente é também assim. Somos capazes de milagres quando parece que nada mais vai dar certo e que o desastre é iminente.
Não sei como é com você, mas comigo, quando bate aquele friozinho no estômago, sei que estou no caminho certo. O friozinho é um alerta de perigo. Passei das medidas, cheguei na área de risco. Pode acontecer algo que minha mente diz que não será agradável. Risco. É o risco que nos derruba. E é ele que pode nos levar onde ninguém foi.
Mas afinal, dá pra evitar correr riscos? Claro que sim. Faça nada. Diga nada. Seja ninguém.
Veja agora um exemplo prático de como a motivação pode nos levar a lugares inimagináveis.
Para começar a construir suas “carruagens sem cavalos” (na época, não existia o nome de automóvel), Henry Ford precisava de dinheiro e foi pedi-lo emprestado a seu velho amigo, Stanislas Stepanowski, que não se entusiasmou nada com a conversa.
- Cinco mil dólares - implorou HENRY Ford.
- Não.
- Três mil.
- Fora de questão.
- Ao menos dois mil, Stan…
Stanislas rendeu-se em 1500 dólares. Mas Ford ainda tinha idéias. Por isso insistia em pegar mais dinheiro do amigo:
- Stan, por favor, eu não vou lhe pagar apenas esses 1500 dólares. Vou lhe dar mais: um dólar por viatura sem cavalo até vender cem mil; cinquenta centavos das que vender até 150 mil; daí em diante, 25 centavos por viatura.
Stanislas sorriu, cético:
- Não, Henry, cedo-lhe apenas 1500 dólares. E você me pagará quando puder.
Ford "T", primeiro automóvel fabricado em série.
Alguns anos depois o empréstimo foi pago. Junto, seguiu um presente uma miniatura do Ford “T”, em ouro maciço, com uma inscrição:
“A imaginação é o único motor que Deus deu ao homem. O sonho é apenas uma realidade adiada para os realizadores. Obrigado. H.F.”
Henry Ford foi talvez o maior industrial do século XX. Transformou Dearborn (perto de Detroit) numa cidade, tudo por culpa do seu Ford “T”, um automóvel tão leve como simples que podia ser reparado com as ferramentas de um ferreiro. O seu motor de quatro cilindros com 2.9 litros de cilindrada era muito simples e confiável. Foi o primeiro automóvel a ser produzido em grande série, tendo sido construídos durante 19 anos cerca de 15 milhões de unidades que permitiram motorizar os Estados Unidos.
O sonho de fazer um automóvel acessível às multidões era a motivação dele. E você, está motivado para conquistar seus objetivos? Ou prefere viver uma vida resignada e sem sustos?
Para terminar, uma frase do próprio Henry:
"Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam"
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